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Quinta, 14 de agosto de 2008, 17h35 Cresce a demanda por alumínio reciclado no País |
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A participação do alumínio no mercado interno deve ter forte crescimento nos próximos anos, puxada principalmente pela demanda do setor automotivo, que requer o produto reciclado. Enquanto o consumo per capita no Brasil gira em torno de 5,5 quilos/ano, no exterior ele se situa na casa dos 20 quilos/ano. É com esse cenário que será realizado, entre os dias 20 e 22 deste mês, em Campos do Jordão, São Paulo, o 9.º Seminário Internacional de Reciclagem de Alumínio.
A Associação Brasileira do Alumínio (Abal) estima que o consumo interno de alumínio neste ano deve ultrapassar a marca de 1 milhão de toneladas. Do total, em torno de 320 mil toneladas são provenientes de reciclagem no País, cerca de 100 mil toneladas são importadas (material reciclado no exterior) e o restante é resultado de processamento do minério. "Há vários setores que apresentam forte demanda pelo produto como o automotivo, de construção e a indústria moveleira", diz Hênio De Nicola, coordendor da Comissão de Reciclagem da Abal.
De olho no futuro -O representante da associação estima que o seminário poderá reunir até 700 pessoas, entre representantes de cooperativas, de ONGs, de fundições, do setor automotivo, técnicos, universitários, professores, entre outros. "Há visitas agendadas de alunos de engenharia às fábricas da Novelis, tradicional recicladora de latas de alumínio, e Aleris. A associação também criou incentivos para a participação de 180 jovens de engenharia de quatro universidades das cidades de Taubaté, Guaratinguetá e Pindamonhangaba. Estamos mirando no futuro", explica.
De acordo com De Nicola, o alumínio é um produto que não apresenta perdas físico-químicas quando reprocessado. É infinitamente reciclável. "Além disso, para obter 1 quilo do produto reciclado, você gasta 19 vezes menos energia do que se fosse processá-lo a partir do minério", diz ele. "Com a economia de energia obtida em reciclagem durante 2006, seria possível prover uma cidade como Campinas por um período de 12 meses", completa.
Emprego e renda - A reciclagem reduz ainda a pressão sobre as minas de bauxita, permite a utilização da energia economizada por outros setores e injeta R$ 540 milhões na economia (dado de 2006) como pagamento a 170 mil famílias envolvidas no processo de coleta de alumínio para reciclagem.
Segundo De Nicola, a indústria está preparada para atender à crescente demanda. "O problema está na infra-estrutura do País, especialmente na área energética", diz ele. "O segmento sofre com as ameaças constantes de falta de gás. Há dificuldade do governo em perceber que, além de economizar energia no processo de transformação do alumínio, o setor cria empregos e renda", afirma.