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Segunda, 14 de julho de 2008, 16h02 Instituição reunirá produtores de não-transgênico |
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O vice-presidente do Grupo Caramuru, César Borges, anunciou durante encontro na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a criação de uma organização que vai reunir somente empresas que trabalham com soja não-transgênica. "O nome ainda está sendo avaliado, mas a instituição vai nascer a partir da decisão dos Grupos Caramuru, Maggi e Imcopa", explicou o dirigente.
De acordo com Borges, a Caramuru vem investindo na produção de produto não-transgênico por se tratar de um nicho de mercado resultado das exigências dos compradores internacionais. "A Europa, por exemplo, não quer produto de plantas transgênicas."
Rastreabilidade -O sistema capaz de garantir a rastreabilidade de seus produtos foi adotado em 2000. A Caramuru atua na industrialização de grãos, desde a produção de sementes e farelos, armazenagem, degerminação, pré-cozimento de milho até a extração e refino de óleos especiais de soja, milho, girassol e canola.
Os processos são acompanhados por duas certificadoras internacionais, uma vez que, depois de produzido o óleo de soja, não há como identificar se provém de planta transgênica. "A avaliação e auditagem de nossos produtos começam com a produção da semente, prosseguem no campo, no recebimento da soja nos armazéns, nos transbordos, no recebimento da soja na indústria, navio etc.", explica Borges.
Visão de processo - Segundo o representante da Caramuru, a empresa garante a seus clientes a origem da matéria-prima (boas práticas de fabricação), análise de perigos e pontos críticos de controle, rastreabilidade, certificações de segurança alimentar e de não alteração genética. "Essas práticas e a produção de não-transgênicos adicionam valor ao produto que nós vendemos." Segundo o dirigente, as exigências dos compradores no exterior são entendidas como possibilidades de negócios e não como entraves.
Entre os compromissos assumidos com seus compradores e parceiros estão a adoção de programas éticos e de responsabilidade social empresarial, sustentabilidade ambiental, rastreabilidade e adoção de mecanismo de melhoria continuada. "Cada um desses itens prevê compromissos e metas, como a não utilização de trabalhos escravo ou infantil, manutenção de licença ambiental, entre outros", explica Borges.