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Terça, 1 de julho de 2008, 16h54 IP vai criar instituto para tocar projetos |
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O responsável pela recém-criada diretoria de relações institucionais e sustentabilidade da International Paper, Luís Fernando Madella, diz que a companhia produtora de papel vai iniciar um processo de mudança de atitude que deve começar a dar resultados no médio e longo prazos. "Neste primeiro momento, vamos estar focados na criação do Instituto International Paper, que será o responsável pela elaboração de projetos e redirecionamento de investimentos, focando-os em educação e meio ambiente", explica.
As iniciativas da empresa vinham sendo elaboradas a partir da contratação de consultores. Agora, está sendo montado um time para trabalhar acoplado diretamente à nova diretoria. "Queremos consolidar investimento, melhorar a operação e obter o máximo de qualidade e resultados." Segundo Madella, a empresa quer se afastar da filantropia e da benemerência. "Concluímos que não há como atender a todas as demandas. Não é possível ocupar os vazios deixados pelo Estado, nem ser agente dele."
Madella lamenta o uso que tem sido feito pelo mercado do termo ético nas ações de responsabilidade social empresarial. "Ser ético vem sendo colocado como um diferencial competitivo, quando deveria ser uma obrigação da empresa e uma exigência da sociedade."
O diretor da companhia informa que, paralelamente à criação do instituto e partir do seu funcionamento, deverá investir numa segunda linha de ação, destinada a aumentar a diversidade no âmbito da empresa e de seus colaboradores. "A busca da diversidade na preparação de potenciais sucessores dos que estão em cargos de liderança é item número 1 aqui", explica.
Madella lembra que nas fábricas da companhia já há um programa de oportunidades que permite aos funcionários crescer dentro da empresa. Além disso, em parceria com o Senai, a International desenvolve o Projeto Aprendiz, que busca preparar futuros possíveis funcionários da empresa. "Com esse trabalho, eu não só pré-qualifico quem eu vou contratar como também faço um trabalho social de primeira ordem. A partir da formação recebida, inclusive com estágios dentro da nossa empresa, o jovem não absorvido entra no mercado muito bem preparado e em condições de competir por empregos", diz.