Energia

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Terça, 24 de junho de 2008, 09h46 

Estado pode reduzir em até 45% consumo de energia

Antonio Gaspar
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Estudo conclui que o setor público brasileiro pode economizar até 45% da energia que utiliza atualmente. Para se ter uma idéia do impacto da redução de consumo nas várias atividades do governo, somente na área educacional, as 58 universidades federais gastam em torno de R$ 232 milhões por ano com energia. Especialistas calculam que medidas de eficiência energética poderiam levar a uma redução no valor total de 30%, cerca de R$ 69 milhões, para R$ 162,4 milhões.

O trabalho foi realizado pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), pela Ecoluz e PUC-Rio. Foram entrevistados 1.300 consumidores dos setores residencial, industrial, comercial/serviços e público. O relatório está em fase final de preparação (a parte relativa ao setor residencial já foi divulgada).

De acordo com a diretora-executiva da Associação Brasileira das Empresas de Conservação de Energia (Abesco), Maria Cecília Amaral, são várias as questões que emperram a rápida adoção de mecanismo de eficiência energética pelo setor público. "O segmento não é voltado para a gestão administrativa. Ele trabalha com o foco na função fim. Tem dificuldade para adquirir rapidamente equipamentos e tecnologia. Em geral, os prédios públicos são antigos e apresentam sistemas elétricos, lâmpadas e ar-condicionado inadequados."

Maria Cecília lembra que há muitos prédios públicos em que qualquer operação de mudança tem de passar por processos demorados de análise. É o caso dos prédios de Brasília, que são tombados. "Qualquer mudança tem de passar, antes, pela aprovação do arquiteto Oscar Niemayer."

A representante da Abesco diz que o governo está mais preocupado, no momento, com o aumento da oferta de energia. "Há concordância sobre a adoção de ações específicas para conservação energética, mas, infelizmente, não foram definidas metas de redução com patamares máximo e mínimo." Maria Cecília lembra que não se pode tratar a energia como algo emergencial, não estrutural. "Temos de ser eficientes no uso dos recursos energéticos por uma questão financeira, não só ambiental."

São vários os mecanismos que permitem a redução do consumo de energia. Entre eles estão o reúso de água, substituição de lâmpadas e reatores eletrônicos por outros mais eficientes, uso de iluminação apenas para necessidades específicas e uso de energia solar.

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