Sustentabilidade

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Quinta, 19 de junho de 2008, 18h30 

Fiesp vai avaliar indicador substituto do PIB

Antonio Gaspar
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O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, pediu ao Departamento de Economia levantamento para avaliar a possibilidade de a instituição desenvolver uma métrica que possa ampliar o conceito de Produto Interno Bruto (PIB), incorporando aspectos ambientais e sociais.

A decisão do presidente foi expressa durante encontro com empresários e jornalistas, na sede da instituição, quando foram relatadas algumas ações de responsabilidade socioambiental desenvolvidas pela indústria de São Paulo. Esses e outros cases estarão presentes na 2.ª Mostra Sistema Fiesp de Responsabilidade Socioambiental, programada para ocorrer de 13 a 15 de agosto, na Fundação Bienal, em São Paulo. Durante o evento, serão expostas ações de 60 empresas e haverá um congresso sobre o tema.

De acordo com Skaf, a Fiesp é pautada por uma postura pró-ativa, transparência e ousadia. Participaram do encontro os presidentes da Carbocloro, Mario Antonio Carneiro Cilento, da Leo Madeiras, Helio Seibel, os representantes da Eletrobrás, Miguel Colassuono, da Biogás, Daniel Fonseca, e da DryWash, Lito Rodriguez, entre outros.

Eliane Belfort, da instituição, lembrou que as ações da organização foram estruturadas a partir da Agenda de Responsabilidade Social que levou ao Programa Sou Legal. "Nós tínhamos de levar a agenda para as 150 mil indústrias que compõem o sistema. Era preciso trabalhar a idéia de que o empresário, no mundo globalizado, tem responsabilidade solidária no mercado e ninguém produz com qualidade se não viver com qualidade." Eliane lembrou que foi vital para o sucesso da ação a direção da Fiesp ter assumido a difusão dos conceitos de responsabilidade social e empresarial e de desenvolvimento sustentado.

Lito Rodriguez, da DryWash, falou da importância do trabalho social, da gestão e da preservação do meio ambiente, desenvolvidos pela empresa. Disse que a empresa possui convênio com o Senai para formar seus colaboradores e privilegia o investimento em tecnologia ambientalmente correta. Contou o caso de uma companhia que procurou sua indústria para adquirir um desengraxante orgânico. "Resultado, oferecemos gerir a operação e o maior ganho foi com a redução do consumo de energia."

Cilento, da Carbocloro, indústria química localizada em Cubatão, contou sobre o aprendizado desenvolvido pelos empresários desde a década de 70 que levou à transformação ambiental do município, que chegou a ser conhecido como Vale da Morte. "Aprendemos de forma empírica." O presidente lembrou que, nos anos 70, as indústrias não tinha preocupações com vizinhos, saúde, poluição, entre outros. "A Fiesp já teve um logotipo com uma chaminé", diz relembrando aquele tempo histórico. "Aprendemos como evitar erros."

De acordo com Cileno, o avanço pode ser medido pelo plano de expansão da Carbocloro que visa aumentar a área produtiva em 50%. "O aumento será possível com a ampliação de apenas 5% na área de licença ambiental." Os investimentos são de US$ 100 milhões. Mais de 20% do custo se refere a equipamentos ambientais.

O presidente da Leo Madeiras, Helio Seibel, disse que a partir dos questionamentos feitos pelo filho sobre as causas e malefícios do desmatamento, procurou entidades ambientais, especialistas e criou a primeira revenda de madeira certificada da América Latina. Explicou que a iniciativa se desdobrou e, a partir de convênio com o Senai, passou a formar e aprimorar pessoal em gestão. Também criou uma escola de marcenaria voltada para pequenos empresários do setor. Disse ainda que sua empresa vem realizando trabalho em três escolas da periferia. Que, em breve, vai entrar em funcionamento uma unidade em Heliópolis.

DiárioNet