Ações comunitárias

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Quarta, 23 de janeiro de 2008, 16h26 

Plano agora é ampliar ação do H2SOL

Antonio Gaspar
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O projeto H2SOL/AMercSol, do Instituto Eco-Engenho, aprovado na Bolsa de Valores Sociais e Ambientais, em São Paulo, vai ganhar maior velocidade de implementação neste ano. Criado para facilitar a comercialização de pimentas produzidas e beneficiadas na comunidade de Baixas, no município de São José da Tapera, a 220 quilômetros de Maceió, em Alagoas, ele deve ganhar maior dimensão e se tornar, num futuro próximo, uma organização não-governamental (ONG). "Nosso grande marketing não é mais a pimenta, é a inclusão social", diz José Roberto Fonseca, presidente do Instituto Eco-Engenho ¿ Tecnologia Aplicada ao Desenvolvimento Sustentado.

"Hoje temos mais de 20 pontos de venda da pimenta da tapera, resultado do projeto H2SOL. O produto, inicialmente distribuído em hotéis, restaurantes e pousadas, 'saiu' do controle. É possível encontrá-lo em padarias e até mesmo em lojas de autopeças", diz Fonseca. Pela comercialização, a organização fica com 15% do valor líquido do produto. "Agimos como um atravessador solidário. Nos interessa colocar o produto no mercado com o maior valor possível."

No futuro, com a replicação do programa H2SOL, Fonseca pensa na produção por outras comunidades de produtos diferenciados. "Um exemplo é a linhaça, que tem grande valor na área de fármacos, é de fácil plantio, processamento, permite agregar valor e pode ser estabilizada no local de processamento."

Após retirar 15% do valor líquido das pimentas comercializadas, os recursos restantes são repassados para a associação dos produtores, encarregada de comprar vinagre, vidro, sal. Ela cobra das famílias produtoras pela prestação de serviços. As famílias emitem nota como microempresas sociais.

De acordo com Fonseca, no momento, a Eco-Engenho procura patrocinadores para a publicação de manual com o projeto H2SOL. "O sistema pode ser replicado em outras comunidades e o plano de negócios que elaboramos embute até mesmo custos de possíveis financiamentos para sua realização."

O Instituto Eco-Engenho foi criado, em Alagoas, em 13 de julho de 2001, por um grupo de profissionais oriundos do Programa Luz do Sol, da Fundação Teôtonio Vilela.

O projeto da fundação se destinava fornecer energia solar fotovoltaica a famílias isoladas do sertão. "Nós conseguimos atender 2.700 domicílios", lembra Fonseca, engenheiro de pesca, que durante anos foi presidente de instituições como o Instituto de Meio Ambiente de Alagoas.

O Eco-Engenho é formado por um grupo eclético. "Temos arquitetos, biólogos, engenheiros, administradores, entre outros", conta Fonseca. Ele nasceu com o objetivo de ser uma ferramenta destinada a facilitar a comercialização das pimentas beneficiadas na comunidade de Baixas.

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