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Quarta, 23 de janeiro de 2008, 16h17 

Programa deve elevar IDH de Baixas

Antonio Gaspar
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A produção de pimentas beneficia diretamente 11 das cerca de 40 famílias de Baixas, no município de São José da Tapera, a 220 quilômetros de Maceió. As demais ganham dinheiro ajudando na colheita e no beneficiamento do produto. O primeiro canteiro hidropônico foi construído com cem metros quadrados. A água com solução nutritiva para as pimenteiras circula por garrafas PET furadas e forradas com cinza de palha de arroz para fixar as plantas. Os construídos posteriomente têm 165 metros quadrados e são administrados não por uma, mas por duas famílias. "Nessa configuração, a renda gerada é suficiente para as duas", afirma o presidente do Instituto Eco-Engenho, José Roberto Fonseca.

Para ganhar escala de produção e regularidade, diz Fonseca, as cinco novas áreas de cultivo foram plantadas com espaços de tempo diferenciados - a produção de pimentas dura quatro meses e o intervalo entre as colheitas é de 60 dias. A produção estimada é 80 quilos de pimenta por mês, que resultam em cerca de 800 unidades (vidros com vinagre e pimenta) para comercialização.

A Fundação Cariplo informou ao Instituto Eco-Engenho que vai financiar neste ano a ampliação do projeto. "Nós calculamos o custo de cada sistema, que beneficia duas famílias, em R$ 10 a R$ 12 mil. Esse valor pode ser pago em dois anos com seis meses de carência", afirma Fonseca. No momento, a Fundação La Guardia analisa proposta de replicação do projeto em outras cidades do Nordeste.

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