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Segunda, 5 de novembro de 2007, 12h16 Empresa canadense quer nova revolução industrial |
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O vice-presidente da InterfaceFlor Commercial para o Canadá e América Latina, Claude Ouimet, defendeu, durante palestra promovida pelo Instituto Ethos, em São Paulo, a necessidade de uma nova revolução industrial. Ele falou da estratégia da empresa de adoção de medidas sustentáveis em produção, com o objetivo é chegar em 2020 com o chamado impacto zero, pelo qual todos os eventuais prejuízos ao meio ambiente serão compensados de alguma forma.
Tudo começou em 1994, segundo Ouimet, quando a direção da empresa, uma das maiores fabricantes mundiais de carpetes comerciais, certificada pelo Green Building Council e pelo Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), convocou sua equipe para buscar respostas às perguntas dos consumidores sobre o que estavam fazendo pelo ambiente.
"Decidimos que precisávamos saber onde estávamos. Fomos em contas a pagar e verificamos quem eram nossos fornecedores, o que comprávamos, qual impacto ambiental daqueles produtos, do que fazíamos e o resultado para o ambiente do carpete descartado."
Era preciso também mexer com a cultura das pessoas, transformá-las. "Percebemos que era necessário inspirar pessoas. Você não gerencia trabalhadores, gerencia números. O que move as pessoas são os seus desejos mais profundos. Não adianta falar e mostrar números, dados. Para chegar lá, é preciso inspirar o outro", disse Ouimet. De acordo com o vice-presidente, não adianta pedir à empresa para ser o que o trabalhador não é. "Todos temos de seguir o caminho da ética."
Ao reavaliar o seu processo de produção, a InterfaceFlor contratou um biólogo. "Imagine o impacto das mudanças sobre os acionistas", brincou Ouimet. "Queríamos saber como a natureza faz o chão e começamos a mimetizar. Hoje, o que produzimos se baseia no biomimetismo." A adoção de processos inovadores de produção melhorou os resultados da empresa. "Na busca da sustentabilidade, eliminamos desperdícios", conta o vice-presidente. O consumo de água foi reduzido em 95%. "Antes eram necessários 55 galões de água (cerca de 300 litros) para imprimir uma estampa no carpete. Refletimos sobre o processo e percebemos que não agregávamos valor com o uso da estampa. Mudamos. Hoje só usamos água para o ar-condicionado e os banheiros." A energia renovável ganhou espaço. "Gastamos mais, mas, em compensação, deixamos de usar 66% da energia elétrica."
De acordo com o vice-presidente da empresa, desde 1995, a InterfaceFlor reduziu em um terço o seu impacto ecológico. "Mudamos a composição do material dos nossos carpetes. Passamos a ter nível zero de toxidade. Nesse processo tecnológico, conseguimos, de quebra, uma redução na nossa necessidade de consumo de energia." No momento, a empresa estuda o desenvolvimento de um polímero biodegradável para a produção de malha destinada à produção de carpete e decidiu reciclar a malha do carpete que é trocado pelas empresas.