Economia Verde

Resultado/descentralização


A força do Centro-Oeste

22 jan

Publicado às 13h33

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O Brasil está interiorizando seu desenvolvimento. A economia do Centro-Oeste, onde se destaca o agronegócio de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, apresentou um crescimento de 3,3% em 2012. Embora modesto, esse valor foi sete vezes maior que aquele verificado na região Sudeste, que cresceu apenas 0,5%, embora nesta imperem as indústrias de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os dados foram divulgados pela consultoria Tendências. Percebe-se que a agropecuária, embora sofrendo as deficiências da infraestrutura logística e, de certa forma, amargando um descaso do governo, anda segurando a economia brasileira com o dinamismo verificado nas regiões mais distantes do litoral, onde tradicionalmente ocorreu o nosso desenvolvimento histórico. Esse aspecto da descentralização econômica é fundamental nas políticas de sustentabilidade. A economia verde do futuro não poderá prescindir da democratização das oportunidades pelo país afora, capaz de gerar um desenvolvimento mais limpo, conservacionista.

Municípios: descentralizar a política ambiental

17 ago

Publicado às 12h19

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No governo de José Serra, quando comandei a Secretaria Estadual de Meio Ambiente em SP, implementamos um programa de descentralização das ações ambientais chamado “Município VerdeAzul”. Baseado no cumprimento de 10 diretivas ambientais, seu sucesso foi enorme. Centenas de municípios paulistas, estimulados pela estratégia do governo, criaram órgãos e conselhos locais, contrataram e treinaram profissionais, mobilizaram as comunidades, desenvolveram metodologias, priorizando o trabalho na educação ambiental e na proteção das nascentes de água.
Sempre acreditei na força do poder local como fator de mudança. Descentralizar a política ambiental permite ganhar eficiência na gestão ambiental, valorizando a base da sociedade. A gestão ambiental compartilhada cria uma responsabilidade mútua, exigindo o desenvolvimento de competência gerencial nos municípios. Ao Estado cabe prestar colaboração técnica e treinamento às equipes locais. Nesse processo, é fundamental a participação da Câmara de Vereadores e das entidades civis, ambientalistas ou de representação da cidadania.
A esse movimento chamo “ambientalismo de ação”. Governos, municípios, empresas e cidadãos, todos juntos, defendendo ações ambientais concretas, efetivas. Pouca conversa, mais resultado. Rumo à economia verde do futuro.

perfil do autor

Xico Graziano é engenheiro agrônomo e doutor em Administração pela FGV. Foi Secretário Estadual de Meio Ambiente em SP. Também é sócio-diretor da OIABrasil, é comentarista da TV Terra Viva/Grupo Band.





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