É possível apontar 5 deformações no uso do conceito da sustentabilidade, conforme corriqueiramente se o utiliza no Brasil. A primeira delas entende a sustentabilidade como mero sinônimo de preservação ambiental, desprezando o lado econômico da equação. A segunda supervaloriza a inclusão social em detrimento da variável da economia verde. A terceira trata a agenda sustentável sem distinguir o caráter histórico, nivelando o desenvolvimento do Brasil com o da Europa. A quarta confunde sustentabilidade com marketing e filantropia empresarial. A quinta mistura messianismo religioso com desenvolvimento sustentável, propondo-se “salvadores do planeta”. A complexa agenda do desenvolvimento sustentável não suporta modismos, nem vinculação política, e exige muita ciência para avançar. Jamais, em qualquer caso, poderá desbalancear seu tripé básico: socialmente justo, economicamente viável, ecologicamente correto.