A 11° Convenção sobre Biodiversidade (COP 11), promovida pela ONU na Índia, se encerra dia 19 outubro. Na reta final das discussões, ainda não se tem uma expectativa sobre seus resultados. Após o (sofrido) sucesso da COP 10, realizada em Nagoia, Japão, quando se definiram metas ambiciosas para a conservação da biodiversidade, resta saber se os países realmente serão capazes de definir e implementar medidas concretas de proteção da flora e da fauna silvestres. Nas Unidades de Conservação, o Brasil, junto com o mundo, caminha relativamente bem. Já na proteção ambiental dos oceanos percebe-se muita fragilidade nos países. E o tema das espécies invasoras continua gerando gritantes relatórios sem definição de medidas práticas de controle ecológico. A coincidência de datas, entre o segundo turno das eleições municipais e a realização da COP 11, está prejudicando a melhor atenção da opinião pública nesse importante fórum ambientalista mundial, presidido pelo brasileiro Bráulio Dias. Nas eleições, o tema do meio ambiente passa longe da preocupação dos candidatos, mais interessados nos problemas do cotidiano que refletir sobre o futuro da Humanidade. Semana que vem volto ao tema da COP 11 e a biodiversidade.