Somente uma nova cultura, com responsabilidade sócio-ambiental, criará um ambiente onde cada empresa, cada governo e cada cidadão contribuirão, cada qual a seu modo, para a proteção do habitat da vida humana. Produção limpa e consumo sustentável serão, por certo, os mantras da nova sociedade. Mas não se evolui sem alterar as atitudes humanas. E as mudanças individuais, para ocorrerem, dependem basicamente de duas coisas: educação e mobilização social.
No início do ambientalismo, os idealistas que alertavam para os problemas ecológicos foram considerados “ecochatos”. Eles cumpriram papel fundamental na história. Nos tempos atuais, aqueles militantes solitários, visionários, precisam ser apoiados pelos “ecocidadãos”, pessoas conscientes, organizadas, interessadas em fazer a sua parte, em todos os lugares, no lar como no emprego, ajudando a pavimentar o caminho do futuro em paz com o meio ambiente.
Inexiste desenvolvimento sustentável sem povo ecologicamente educado. Somente uma revolução educacional será capaz de promover essa mudança de qualidade, levando o aprendizado sobre a sustentabilidade para dentro da sala de aula, a partir do ensino fundamental. Professores preparados, valorizados, bem remunerados cumprirão com orgulho essa tarefa. Os recursos do Pré-Sal, aliás, não poderiam encontrar melhor local que a escola pública para serem aplicados.
Mas apenas o conhecimento não basta. Além de saber, é preciso participar, cobrar, exigir dos políticos, do governo, das empresas, da mídia, da Igreja, envolver todos os segmentos sociais. O ecocidadão não apenas vive segundo as normas da sociedade sustentável, mas exerce uma militância, cumpre um papel renovador, participa da construção da sociedade ecologicamente equilibrada.