O fim das queimadas de cana se aproxima: usinas paulistas já colhem 85% dos canaviais com máquinas, sem colocar fogo na plantação. Entre os fornecedores independentes de cana, a mecanização da colheita está inferior ainda, na ordem de 50%. Em todo o estado de SP foram colhidos na safra encerrada 4,66 milhões de hectares de cana, sendo 3,38 milhões de ha com cana crua, e 1,28 milhão de ha de cana queimada, resultando muna média de 72,6% sem queimada. O fim do fogaréu não confirmou o temor do desemprego no campo. Houve tempo suficiente para a acomodação e profissionalização da mão-de-obra. O fim das queimadas também decretará a eliminação do trabalho sujo e extenuante dos boias-frias. O resultado positivo advém do Protocolo Agroambiental, proposto pelo governo estadual em 2007. Configurado dentro do projeto estratégico “Etanol Verde”, contou com a adesão de 164 usinas e destilarias paulistas, e todas as entidades de fornecedores, que se comprometeram a antecipar o prazo final das queimadas de cana para 2014 (nas áreas mecanizáveis) e 2017 (nas áreas não mecanizáveis, com declive superior a 12%). Estas afetam 8% da área com cana. O Protocolo Agroambiental expressa um grande exemplo de gestão ambiental compartilhada, com responsabilidades repartidas entre governo e empresas. Parceria de sucesso na busca da sustentabilidade.