Terça, 7 de outubro de 2008, 11h10 Dia das Crianças: presente hi-tech ou clássico? |
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Por Marcos Crivelaro
A Organização das Nações Unidas (ONU) comemora o dia das crianças do mundo em 20 de novembro porque foi nessa data que ocorreu a aprovação da Declaração dos Direitos das Crianças, que possui 10 princípios. O sétimo princípio trata do direito de receber educação primária gratuita. Nesse princípio está inserido o direito de aprender brincando e se divertir com outras crianças. No Brasil, o Dia das Crianças começou a ser comemorado em 1960, quando as empresas Estrela e Johnson & Johnson lançaram a "Semana do Bebê Robusto". No final de semana eleitoral que antecedeu o dia das crianças (12 de Outubro) os shoppings foram invadidos por pais, na busca do presente ideal (para os pais ou para os filhos?).
Perguntei a 200 adultos, nascidos entre as décadas de 60 e 80, se ainda guardavam algum brinquedo da infância. A resposta, tanto em quantidade afirmativa quanto na descrição dos brinquedos me surpreendeu. Trinta por cento guardou bonecas, carrinhos, jogos de tabuleiro, coleções de figurinhas e chaveiros. Lembra destes: Bambolê, Vai e volta, Genius, Lego, He-man, Comandos em ação, Autorama, Aquaplay, Cubo mágico e Pega vareta?
É nesse ponto que está a questão! Os jogos eletrônicos levam as crianças e os adolescentes ao isolamento? E podemos chamar de brinquedos os videogames portáteis, microcomputadores tipo laptop, câmeras fotográficas e celulares? "Brinquedos" esses que facilmente custam 5 salários mínimos!
Apenas os jogos clássicos, de tabuleiro e de montagem estimulam a convivência com outras pessoas? Entendo que sim porque custam menos, permitem que crianças e adultos brinquem juntos.
Dia das Crianças é feito somente de brinquedos? Para muitas crianças, a presença dos pais em um passeio, um almoço em família, uma ida a um parque de diversões, não têm preço!
Marcos Crivelaro é professor PhD da FIAP e da Faculdade Módulo, especialista em matemática financeira e consultor em finanças. Co-autor do livro "Como sair do vermelho e tornar-se um investidor de sucesso".