Sexta, 3 de outubro de 2008, 13h35 Goleiro inglês Gordon Banks pede desculpas a Pelé |
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Autor da maior defesa da história das Copas, o goleiro inglês Gordon Banks, que defendeu uma cabeçada à queima roupa de Pelé na Copa de 1970, é a estrela do novo comercial do Instituto Pelé Pequeno Príncipe, criado pela agência JWT.
As imagens inéditas, dirigidas pelo brasileiro Felipe Figueiredo, da produtora Cine, mostram Gordon Banks, hoje aos 70 anos, na cidade de Stoke-on-Trent, na Inglaterra, no estádio do último time onde o goleiro atuou - o Stoke City Football Club - e ao lado da estátua erguida em sua homenagem.
No depoimento, ele fala com arrependimento sobre sua importante defesa no jogo que terminou com vitória brasileira por 1 a 0. "Naquele dia eu consegui parar o maior jogador de todos os tempos. Muitas pessoas se orgulham daquela defesa. Se eu soubesse que aquele gol seria tão importante hoje, não teria defendido aquela bola. Desculpe, Pelé. Desculpe...".
O arrependimento de Banks refere-se à iniciativa do Pelé em ajudar o hospital Pequeno Príncipe, através do programa de responsabilidade social, chamado Gols Pela Vida. Após o depoimento do goleiro, o locutor explica que os gols de Pelé agora ajudam a salvar vidas. Que cada gol do Rei do Futebol - no total 1283 - virou uma medalha numerada e que a renda da campanha será toda revertida para pesquisas médicas do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, sediado em Curitiba - PR.
Segundo Felipe Figueiredo, diretor de cena da Cine, Gordon Banks se mostrou muito honrado por participar do filme. "Banks é um homem muito simples e modesto. Não precisou pensar duas vezes quando foi convidado a participar de uma causa tão nobre quanto essa. Ele é um grande fã do Rei Pelé e adorou a idéia da campanha", diz.
Para Mario D'Andrea, diretor de criação da JWT, quando empresas e pessoas se unem para trabalhar por uma causa de interesse da sociedade, tudo é possível. "Assim está sendo com esse projeto para ajudar a viabilizar pesquisas científicas relacionadas à saúde da criança e do adolescente. Se até o rei Pelé colocou seu nome e esforço em prol desta causa, quem somos nós, simples súditos, para não participar? A JWT teve uma grande idéia, a Cine teve uma grande iniciativa e Gordon Banks, um grande coração. Quem sai ganhando com isso são as milhares de crianças beneficiadas com as pesquisas", finaliza.
A campanha, composta de anúncios de jornal e ações promocionais, a princípio terá veiculação regional. Por conta da participação do goleiro inglês, certamente o filme ganhará espaços na mídia do Brasil e do mundo.
A direção de criação é de Mário D'Andrea e Fabio Miraglia. Direção de Arte de Fabio Miraglia e Sérgio Takahata. Rafael Mattioli e Mario D'Andrea, assinam a redação. Pós-produção e finalização, Digital 21.
Vale destacar que o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe é a mais nova unidade do Complexo Pequeno Príncipe. Criado em 2005, inicia suas atividades em 2006 e vem desenvolvendo pesquisas da área básica e clínica em doenças complexas da infância e conta com o apoio do Atleta do Século XX, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Os trabalhos desenvolvidos na unidade de pesquisa contam com a estreita participação dos profissionais das outras duas unidades do Complexo: o hospital e a faculdade.
Ao estruturar uma unidade de pesquisa e fazer investimentos nessa área, o Pequeno Príncipe faz uma opção pela qualificação dos seus profissionais e no aprofundamento científico para encontrar caminhos que ampliem as esperanças de saúde e vida para crianças e adolescentes.
Para enfrentar o desafio de financiar as pesquisas em desenvolvimento no Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, durante o ano de 2007 foram desenvolvidas diversas ações de mobilização e captação de recursos. Para tanto, criou-se o Programa Gols pela Vida, uma plataforma de trabalho de captação de recursos, composta por diversos projetos. O principal projeto em andamento é Projeto Medalhas, que transformou os 1.283 gols feitos por Pelé ao longo da sua carreira em medalhas séries ouro, prata e bronze. O objetivo do projeto é captar R$ 5,5 milhões líquidos para financiar parte das pesquisas em desenvolvimento no Instituto e retornar à Associação Raul Carneiro, mantenedora do Complexo, os investimentos iniciais feitos na nova unidade.