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Previdência Privada
Quinta, 3 de junho de 2004, 15h43 
Ritmo de vendas de planos de previdência cai
 
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As vendas de planos de previdência apresentaram uma ligeira desaceleração nos primeiros quatro meses deste ano, mas o desempenho do setor ainda foi excepcional, se comparado à atual situação da economia, cujo crescimento projetado para ano é 3,4%.

Segundo a pesquisa divulgada pela Associação Nacional de Previdência Privada (Anapp), nos primeiros quatro meses deste ano em relação ao mesmo período de 2003, as receitas das seguradoras e empresas de previdência cresceram 37,1%, cerca de 10 pontos percentuais menos que na comparação do primeiro trimestre do ano com o de 2003 (47,01%).

De acordo com a pesquisa, no primeiro quadrimestre, as receitas atingiram R$ 5,76 bilhões. A Bradesco Vida e Previdência permaneceu na liderança do ranking com 34% do total, seguida pela Itaú Vida e Previdência (Itauprev) com 16% e Brasilprev (14%).

Com o resultado do período, a carteira de investimentos do segmento passou para R$ 53,42 bilhões - 3,53% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Pelos cálculos do presidente da Anapp, Osvaldo do Nascimento, mantido o cenário econômico atual, a carteira da previdência aberta pode chegar a R$ 100 milhões até 2006. O número de planos previdenciários, em abril, era de 6,737 milhões e o total de beneficiários chegava a 276 mil pessoas.

Por tipo de produto, o carro chefe do mercado continuou sendo o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livre) - que completou dois anos de existência em março último. Com um volume de prêmios de R$ 3,053 bilhões, que representou 54% da receita total, o VGBL teve uma expansão de 142% nos primeiros quatro meses. O patrimônio total acumulado desde o início de sua comercialização e de R$ 12,167 bilhões, com elevação de 203% em relação a 2003.

Com 25% da receita total, o PGBL ( Plano Gerador de Benefícios Livres), arrecadou R$ 1,45 bilhões, um aumento de 7,2% no quadrimestre. Sua carteira de investimentos atingiu a marca de R$ 13,3 bilhões, com elevação de 54,5% sobre os R$ 8,6 bilhões de abril do ano passado.

Os Planos Tradicionais responderam por 21% da receita e seu faturamento caiu de 22,5%, ficando em R$ 1,2 bilhão no quadrimestre. Esses produtos não são mais comercializados e suas receitas se refere apenas as novas contribuições feitas aos planos que estão no mercado. Apesar disso, sua carteira de investimentos (R$ 27,497 bilhões), ainda é o maior do setor porque são os mais antigos do mercado. Em abril, sua carteira de investimentos cresceu 16,2%, em relação ao mesmo mês de 2003.
 

Gazeta Mercantil