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As vendas de planos de previdência, PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livre) cresceram 47,1% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2003, totalizando R$ 4,43 bilhões. Com isso, a carteira de investimentos do setor saltou para R$ 51,9 bilhões. Nos últimos 12 meses, o número de novos planos vendidos (1,36 milhão) elevando o total para 6,65 milhões, com 288 mil beneficiários. Os números foram divulgados, ontem, pela Associação Nacional de Previdência Privada ( Anapp), durante seminário realizado, no Rio, em conjunto com a Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Apesar da economia do País estar andando de lado, o crescimento do setor ocorre, segundo o presidente da Anapp, Osvaldo do Nascimento, por uma acomodação do mercado. "As pessoas estão redistribuindo as aplicações dos recursos e indo para a previdência complementar, depois que as discussões em torno da reforma da previdência mostraram a fragilidade do sistema público", afirmou.
O VGBL foi o carro chefe da evolução do mercado no trimestre. Arrecadou R$ 2,3 bilhões, mais que o dobro (154%) do mesmo período do ano passado. Desde o início de comercialização (em 2002), seu patrimônio acumulado é de R$ 11,631 bilhões. Este ano, as vendas de VGBL deverão superar as do PGBL, acredita Nascimento. No primeiro trimestre, as vendas de PGBL cresceram 23,5%, com receitas de R$ 1,156 bilhão, elevando o patrimônio acumulado para R$ 13,1 bilhões.
No trimestre, os planos individuais continuaram à frente, com 77% do total, seguidos pelos empresariais, com 19% e os específicos para jovens (4%), que devem se expandir. "Os planos de previdência já estão sendo usados, inclusive, por pessoas que querem ajudar menores carentes", afirmou Nascimento - caso em que, ressalta, não há desconto no imposto de renda.
O PGBL permite que a pessoa desconte o valor aplicado da base de cálculo do imposto de renda em até 12%. No VGBL, o imposto de renda não incide sobre o ganho obtido com aplicação. Esses incentivos fiscais foram importantes para o desenvolvimento da previdência complementar. Para que ela mantenha o ritmo, porém, são necessárias novas medidas. Nascimento diz que é preciso tratamento tributário diferenciado de acordo com o tempo em que o dinheiro fique aplicado - quanto maior o tempo menor a incidência dos impostos. Isto valeria tanto para a previdência aberta quanto para a fechada.
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