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Há seis fundos de PGBL ou VGBL, geridos por Unibanco, Citi, Boston; funcionários podem optar
A Unibanco AIG Vida e Previdência, terceira maior empresa de previdência privada aberta do Brasil, conquistou um cliente "hard". Trata- se da Microsoft , maior fabricante de softwares do mundo. Os 340 funcionários do grupo podem optar pelos dois produtos disponíveis no mercado: PGBL ou VGBL. "É um desenho inovador na área corporativa, que geralmente oferece apenas o PGBL aos empregados", disse Cristovão Mangione, diretor executivo da Unibanco.
O grupo, assessorado pela corretora de seguros AON, líder da conta mundial, analisou propostas de 14 seguradoras. Os funcionários começaram a ter o benefício no início de setembro. Em um mês, cerca de 75% dos 340 funcionários do grupo no Brasil aderirem ao plano. A estimativa é chegar a 80% até dezembro deste ano. "Trata- se de um índice muito bom entre todas as subsidiárias do grupo no mundo", disse Claudio Neszlinger, diretor de RH da Microsoft. Levando em conta que a idade média dos participantes é de 32 anos, o nível de adesão é considerado excelente para o padrão do Brasil, país que engatinha na cultura da previdência complementar.
Por ser um plano com um benefício- alvo, a contribuição da em- presa será definida de acordo com a idade e tempo de casa dos funcionários. "Quanto mais tempo tiver de casa, mais vantagens o funcionário tem", disse Silvio Paciello, generalista sênior de RH da Microsoft. Já a contribuição do funcionário é livre.
Sem revelar detalhes dos produtos, mas que estão disponíveis no "hot site" criado para os funcionários, as empresas informaram que são dois tipos de perfis, conservador e moderado, distribuídos em seis fundos, administrados pelos grupos Unibanco, Citigroup e BankBoston. O volume mensal de contribuição ou a estimativa de patrimônio líquido não foram divulgados. Segundo Mangione, muitos recursos aportados provêm da mi- gração de aplicações de outros bancos pelas vantagens que um produto corporate oferece, como taxas mais competitivas. A taxa de administração do PGBL, cobrada anualmente sobre o patrimônio, varia entre 1,1% a 1,8%.
O grande motivador da Microsoft para incluir a previdência privada na lista de benefícios foi a conquista e retenção de talentos. Segundo Neszlinger, o primeiro estudo sobre previdência foi realizado em maio de 2002. Mas ficou guardado, à espera de uma adesão por parte das concorrentes. "Quando detectamos que 60% dos nossos concorrentes estavam oferecendo aos seus funcionários o benefício, tiramos o projeto da gaveta e implementamos", disse.
Os principais pontos avaliados pela Microsoft na concorrência realizada entre as empresas do setor foram, obviamente, estrutura tecnológica para viabilizar um atendimento rápido e eficiente aos funcionários do grupo; a experiência em atendimento ao mercado corporativo; além dos fatores comerciais e atuariais. O relacionamento entre AIG e Microsoft mundialmente também somou pontos. "O objetivo era levar os funcionários a consultar os fundos online para poder administrar seus recursos, fazendo resgates, depósitos ou transferências via web, o que exige da seguradora um padrão tecnológico razoável", disse Paciello.
Para atender tais exigências, a Unibanco desenvolveu um "hot site" exclusivo aos funcionários do grupo. "Temos um central de atendimento exclusiva para a área corporativa e um gerente de contas só para atender a conta da Microsoft", disse Antônio Trindade, presidente da Unibanco AIG Vida e Previdência. A Unibanco é a segunda colocada no ranking de planos corporativos, com 26% das vendas do segmento, segundo dados de setembro da Associação Nacional das Empresas de Previdência Privada Aberta (Anapp), superada pela Bradesco Previdência, com 28%. As contribuições de planos de previdência, incluindo o VGBL, somaram R$ 9,8 bilhões até setembro, sendo que os planos empresariais respondem por 20%.
Para a Unibanco, administrar o plano de previdência da Microsoft - que contrata seguros de vida, acidentes pessoais e de proteção de bens - é o primeiro passo. "Agora levaremos a Unibanco para dentro do grupo", disse Mangione.
A Microsoft internacional encerrou em junho o seu ano fiscal de 2003, com faturamento de US$ 32,1 bilhões e lucro líquido de US$ 9,9 bilhões. Tem 55 mil funcionários nas 85 subsidiárias espalhadas pelo mundo.
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