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O governo deve desenvolver políticas que estimulem o crescimento do segmento de previdência complementar se quiser o retorno, através de emprego, renda e tributos, desses incentivos à própria população no futuro. A análise é do consultor em previdência complementar e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Flávio Rabelo.
Ele considera o setor como um instrumento importante na garantia de renda futura à população, especialmente num momento da economia do País em que o emprego formal está cada vez mais raro.
Dados da Fundação mostram que os fundos de pensão complementar irão gerar uma renda de R$ 59 bilhões na economia em 2010, além de 3,1 milhões de empregos e R$ 3,7 bilhões em impostos arrecadados pela administração pública.
No ano passado, eles já foram responsáveis por R$ 25 bilhões em renda (para os aposentados e seus dependentes), cerca de 1,4 milhão de empregos e mais de R$ 1,5 milhão em arrecadação tributária.
Quando realizar o pagamento de R$ 11 bilhões em benefícios previdenciários, em 2005, os fundos devem gerar R$ 7,4 bilhões em renda, que será concentrada especialmente em aluguéis de imóveis e serviços prestados às famílias.
"A experiência mundial mostra que não se consegue estimular esse setor se não houver melhor distribuição de renda e incentivos do governo, especialmente na área tributária", disse Rabelo.
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