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Previdência Privada
Sexta, 13 de julho de 2007, 13h19 
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Se você está descontente com sua rentabilidade, ou seu fundo cobra altas taxas de administração e carregamento, verifique a possibilidade de trocar de plano de previdência. Entretanto, fique atento às taxas de saída.

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Se você não está satisfeito com o seu fundo de previdência privada, acha que o rendimento está abaixo da média dos outros planos ou as taxas de carregamento e administração são altas demais, saiba que pode, a qualquer momento, transferir o dinheiro para um plano de outra instituição.

Essa possibilidade chama-se portabilidade, e o participante não precisa transferir a totalidade dos recursos, mas pode migrar apenas parte do dinheiro. Como os recursos não passarão pela mão do poupador, não haverá cobrança de Imposto de Renda - eles vão direto de uma conta para outra. A instituição que receberá os recursos não pode cobrar taxas na hora da entrada do dinheiro.

Antes, porém, a transferência de documentos para a concretização da transação era feita em papel, e a operação poderia durar até meses. Agora, desde que foi inaugurado o Sistema para Intercâmbio de Documentos (Side), em abril de 2006, o processo está bem mais ágil. E o prazo médio de transferência de recursos entre diferentes planos de previdência privada vem caindo bastante e chega a apenas 10 dias corridos.

Uma comodidade para o participante na portabilidade é o fato de a própria instituição buscar esses recursos na operadora que foi trocada, bastando apenas o correto preenchimento do termo de portabilidade. Vale a pena ficar atento ao documento pois, se os dados não estiverem perfeitamente preenchidos, poderá retardar a transação entre as instituições. As instituições precisam liberar os recursos em até cinco dias úteis a partir da data de notificação feita pela companhia que receberá os recursos.

Taxas
Assim como nos fundos de investimento, a taxa de administração é cobrada para o gerenciamento do dinheiro aplicado. É cotada em termos anuais e provisionada diariamente pelos administradores, reduzindo a sua rentabilidade. Uma taxa razoável para essas modalidades é de cerca de 2% ao ano, mas com a queda dos juros na economia, é importante verificar novas oportunidades e até diversificar parte dos investimentos.

Já a taxa de carregamento é deduzida de cada contribuição. Por exemplo, se o seu plano é de R$ 100 por mês e a taxa de carregamento, de 5%, você aplicará, efetivamente, R$ 95 na previdência. Portanto, é preciso muita atenção. Muitos planos hoje cobram uma taxa de carregamento decrescente, chegando a zero após cinco anos de permanência: fique atento a isso também. Também é necessário prestar atenção às taxas de saída previstas nos contratos e ao período mínimo de carência.

Há instituições que cobram taxas exageradas. Compare essa simulação de planos com contribuição mensal de R$ 200 e taxa de juros de 8% ao ano. No primeiro exemplo, a taxa de carregamento é de 1% e de administração, de 2% ao ano. Na segunda hipótese, as taxas usadas foram as máximas encontradas, de 10% no carregamento e de 4% de administração.

A diferença encontrada, supondo 30 anos de acumulação ou 360 meses, é de mais de 50% no valor acumulado até o período de recebimento do benefício. No primeiro exemplo, o total acumulado chegaria a R$ 173 mil, mas com a cobrança de taxas máximas, o valor das contribuições somaria apenas R$ 112 mil, ou uma diferença de 54,7%. Isso faz enorme diferença na hora de receber o benefício. Portanto, não hesite em migrar de plano.
 

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