|
As vendas de seguros, excluindo o ramo saúde, deverão encerrar 2003 em R$ 30,1 bilhões, o que representa crescimento nominal de 26,7% em relação a 2002, para R$ 30,1 bilhões, segundo estimativa da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
A nova estimativa de vendas é 2,2% acima do que a autarquia havia projetado no mês passado em razão das vendas do Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL) terem superado as expectativas do estudo anterior.
Para 2004, considerando-se um IPCA de 6,2% e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3%, o faturamento estimado é de R$ 34 bilhões, alta nominal de 12,8% em relação ao esperado para 2003.
"O VGBL superou, no mês de julho, seu recorde anterior de arrecadação, atingindo R$ 654 milhões", diz o relatório da Susep. Quando excluído o faturamento do VGBL de 2002 e o esperado para 2003, o mercado de seguros apresenta crescimento nominal de 12,68%.
A Bradesco Seguros é a líder de mercado de VGBL, seguida pela Itaú Seguros e Unibanco-AIG Seguros e Previdência, com R$ 1,5 bilhão, R$ 727 milhões e R$ 238 milhões em prêmios nos sete primeiros meses de 2003, respectivamente.
No mês de julho, de acordo com a Susep, a Bradesco registrou alta de 15% nas vendas do mês e duas empresas que vinham operando marginalmente começaram a vender de modo mais expressivo. O crescimento de vendas dessas 3 empresas somadas chegou a R$ 123 milhões em relação às vendas de junho.
Segundo o estudo, a carteira de vida deverá encerrar 2003 com faturamento de R$ 11,4 bilhões, incluindo R$ 6,2 bilhões dos prêmios do VGBL, que apesar de ser um produto de acumulação de renda é computado nas estatísticas de seguro de vida. Esse valor representa 38% das vendas totais.
Até julho deste ano, as vendas de VGBL, que não existiam até março de 2002, corresponderam a 51% das vendas do ramo vida, apresentando alta nominal de 70% no volume de prêmios de janeiro a julho deste ano, comparado ao mesmo período do ano anterior.
Excluindo-se o faturamento de VGBL, o ramo vida registrou alta de 4,68% no período analisado. O seguro de automóvel, que há anos liderava as vendas, passa a ser o segundo no ranking, com prêmios estimados em R$ 8,8 bilhões, ou 29% de market share. O ramo de automóveis tem apresentado, até julho, faturamento estável.
Nominalmente, as vendas apresentaram crescimento de 6,7%. Descontada a inflação acumulada pelo IPCA nos últimos 12 meses, de 15,4%, a carteira de auto apresenta queda de 7,6%.
A Bradesco lidera o ramo de auto, com 17% das vendas, seguida pela Porto Seguro Seguros, com 13,7%, pela Sul América, com 13,5%, Itaú Seguros, com 9,2%, e Unibanco-AIG Seguros, com 5,4%. Uma das justificativas para tal desempenho, segundo os executivos das seguradoras, é a queda nas vendas de veículos zero quilômetro.
Mesmo com o estímulo dado pelo governo com a redução do IPI, a comercialização dos carros zero não surtiu um efeito de amenizar a queda no volume de prêmios.A carteira de seguro incêndio foi estimada em R$ 2,6 bilhões, seguida pelo seguro obrigatório de veículos (DPVAT) em R$ 1,5 bilhão; riscos diversos em R$ 487,8 milhões; acidentes pessoais em R$ 1 bilhão, seguro habitacional, fora do SFH, em R$ 360 milhões; transporte em R$ 698 milhões e demais ramos com R$ 3 bilhões.
|