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A tabela do Imposto de Renda Pessoa Física deve ganhar um reajuste próximo dos 7% a partir de janeiro de 2006, porcentagem que teria sido decidida em reuniões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com seus principais auxiliares, informou o jornal Folha de S.Paulo.
O reajuste de 7% ficaria atrelado à elevação do salário mínimo de R$ 300 para R$ 350, e não para R$ 400, como pedem centrais sindicais. Os sindicalistas também reivindicam um reajuste de 13% na tabela do IR.
"Bondades"
O dinheiro para corrigir tanto a tabela do IR quanto o salário mínimo viria do "pacote de bondades" do governo preparado para o fim de 2005, que totalizaria uma soma disponível de R$ 15 bilhões.
Segundo a reportagem da Folha, as duas medidas poderiam melhorar a imagem do governo Lula às vésperas das eleições presidenciais, principalmente entre a classe média - camada social na qual o governo tem perdido popularidade em ritmo mais acelerado.
Mas o custo não será barato: para corrigir a tabela do IR em 7%, o governo vai desembolsar R$ 1,75 bilhão, enquanto o aumento do salário mínimo de R$ 321, o previsto no orçamento, para R$ 350 exigirá gasto extra de R$ 4,6 bilhões.
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