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Terça, 24 de junho de 2008, 08h42

Rio ganhará 19 hotéis com investimento de R$ 1 bi

Nesta semana, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (Abih-RJ), Alfredo Lopes, vai anunciar a construção de 19 hotéis - 10 na Barra e nove na zona sul e centro - nos próximos anos. Lopes acredita que o investimento deve chegar a R$ 1 bilhão. As licenças foram concedidas pela Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU), mas ainda não há previsão de início das obras.

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"A Copa de 2014 e a possibilidade de o Rio ser sede das Olimpíadas de 2016 incentivaram os investidores", explica Lopes. "Existe uma vontade de construir hotéis no Rio, mas é necessário o fortalecimento do calendário da cidade."

Alexandre Sampaio, presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes (SindRio), concorda que a prefeitura deve empenhar-se em promover mais eventos para garantir investimentos e promete apoiar candidatos que tenham essa preocupação.

"Os postulantes a cargos públicos têm que se comprometer a fazer um megaevento mensal. Hoje, só temos carnaval e réveillon", alega Sampaio. "Temos que ter eventos esportivos, culturais, festas juninas, festivais de música."

De acordo com o prefeito Cesar Maia, os eventos promovidos pelo município já são suficientes.

"O crescimento do número de quartos construídos tem sido de 5% ao ano, o que mostra que a atratividade do Rio só faz crescer", argumenta o prefeito. "Temos feito uma quantidade enorme de eventos nos últimos anos."

Além dos acontecimentos esportivos, Sampaio considera que o bom momento da economia brasileira e o potencial imobiliário da Barra, aliados à legislação favorável, também agradam os hoteleiros.

Preocupação com o trânsito
Embora o investimento seja comemorado, os moradores de Copacabana estão preocupados com a construção de mais cinco hotéis no bairro, erguidos nas ruas de dentro, a duas quadras da praia.

"Todo empreendimento que gera emprego e renda é bem-vindo. Mas não se pode fazer vista grossa por causa disso. Copacabana não é apenas um bairro turístico, é residencial também", afirma Horácio Magalhães, presidente de uma das associações de moradores. "O grande desafio é atender a todos."

Sampaio acredita que a saída para Copacabana é a construção de garagens subterrâneas na orla.

A SMU, que concede as licenças de obra, afirmou que a CET-Rio opina sobre impacto no trânsito.

Para a Barra, Sampaio garante, como um dos membros da comissão de candidatura do Rio a sede das Olimpíadas, que há projetos para os acessos ao bairro e adianta que uma das prioridades é viabilizar o trajeto da zona norte à Barra e ampliar a extensão do metrô até a zona oeste.

JB Online

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