4º Congresso Brasileiro de Publicidade

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4º Congresso Brasileiro de Publicidade

Quarta, 16 de julho de 2008, 17h41

Mercado pede liberdade e critica intervenção

Arnaldo Comin
Direto de São Paulo

Baseado em um forte discurso de defesa da liberdade expressão, o 4º Congresso Brasileiro de Publicidade não poupou críticas à investida de regulamentação do Estado sobre a comunicação empresarial, passando desde críticas à Justiça Eleitoral até o Ministério da Saúde. A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi tachada de repressora da comunicação em algumas categorias de produtos, como alimentos e bebidas.

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Ao mesmo tempo, o congresso serviu como palco de uma série de reivindicações regulatórias. Na área promocional foi sugerido que se estipule uma remuneração mínima de 15% sobre a verba, além da limitação no número agências em processos de concorrências firmadas por empresas privadas.

Em outra ponta, profissionais de mídia também deverão ter uma certificação das entidades de classe da atividade. Na comissão de "Licitações e Concorrêcias Privadas" foi apresentado um repúdio formal aos alinhamentos de agências, prática difundida em todo mundo por grandes anunciantes internacionais.

"O congresso trouxe, sem dúvida, uma reflexão importantíssima do nosso mercado, mas a mesmo tempo apresentou um paradoxo que é típico do próprio Brasil: discute-se todo o tempo sobre liberdade de expressão comercial, mas algumas comissões, atendendo a objetivos comerciais de um modo geral, pregaram reserva de mercado", apontou Luiz Augusto Cama, vice-presidente da Ogilvy.

Demonstração de força
O 4º Congresso mostrou o esforço da indústria publicitária em se apresentar de maneira mais articulada na defesa de seus interesses, a exemplo de outros segmentos econômicos, como o mercado financeiro e automotivo.

A discussão de um código de ética unificado e a formação de um Frente Parlamentar da Comunicação é uma demonstração dessa maior união. O evento também serviu de palco para reforçar o modelo da auto-regulamentação do mercado que, de seu papel original de julgar a ética das campanhas publicitárias, passará a ter um papel mais amplo na organização do setor.

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