
Atualizada às 22h15 Diógenes Fischer
Especial para o Terra
O gerente de negócio e serviços mobile da Microsoft para a América Latina, Omarson Costa, reforçou nesta terça-feira, durante o 4º Congresso Brasileiro do Publicidade, a importância da tecnologia móvel para o mercado publicitário. Segundo números apresentados pelo executivo, apesar de existirem atualmente 3,3 bilhões de celulares no mundo, sua penetração não chega a 50% da população mundial.
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Brasileiro de Publicidade
"No Brasil esse índice chega a 60%, ou seja, ainda há muita área para expandir", afirmou. Com foco na penetração do celular nas classes C, D e E, ele apresentou uma série de questões que ainda precisam ser definidas e compreendidas pelo mercado.
"Como usar as mensagens SMS para publicidade? Quem define as regras de comunicação nos meios digitais? As primeiras experiências já começaram e com o tempo a experiência estará cada vez mais próxima à da Internet", disse Costa, acrescentando que 94% das mensagens enviadas pelo celular são lidas.
"Se compararmos isso com a taxa de retorno do e-mail iremos perceber as possibilidades. Hoje o celular é a mídia preferida do público jovem e 79% deles usam o aparelho para enviar mensagens de texto", explicou.
De acordo com o executivo da Microsoft, esses dados podem não afetar a receita das agências para o ano que vem, mas é preciso pensar a longo prazo. "No Brasil existem algumas tentativas e testes, mas ainda não há ações concretas de investimento publicitário em mobile", disse.
Logo em seguida, Mário Castelar, diretor de comunicação e serviços de marketing da Nestlé Brasil, chamou a atenção dos participantes para a necessidade urgente de se definir regras de atuação nos novos meios. "Quantas crianças têm celular hoje em dia? Será justo que elas recebam qualquer tipo de mensagem até que o governo nos proíba? Seremos inevitavelmente empurrados para a responsabilidade?", questionou o executivo.
Castelar também ressaltou a necessidade de discutir novos conceitos e criar um vocabulário próprio para trabalhar com as novas mídias. "É preciso chamar as coisas pelos nomes certos, pois hoje conceitos como alcance e freqüência de mídia já estão datados e o canal em que se anuncia é o mesmo em que se compra", observou. Ele questionou até mesmo a definição de audiência em um ambiente digital e interativo. "É justo chamar de audiência pessoas que estão gerando conteúdo?"
Tembém participaram da comissão o presidente-executivo da Companhia Brasileira de Multimídia, Daniel Barbará, que presidiu os trabalhos, e o sócio-diretor da Singular Arquitetura de Mídia Geraldo Leite.
Outros componentes da mesa foram o presidente da ABDOH e da TV Mulher & Mãe, Waltely Longo; o diretor executivo da IAB Brasil, Ary Meneghini e os debatedores Abel Reis, presidente da AgenciaClick; Orlando Marques, presidente da Publicis Brasil e da Salles Chemistri; João Ciaco, diretor adjunto de Marketing e Relacionamento da Fiat Automóveis; e Paulo Castro, diretor-geral do Terra.
Redação Terra
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