
Arnaldo Comin
Direto de São Paulo
O médico sanitarista e ex-diretor-presidente da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) Gonçalo Vecina Neto tentou desmistificar nesta tarde o papel de censor pelo qual órgão vem passando entre os dirigentes da publicidade. "Estamos tratando de problemas novos, por isso não podemos pensar em princípios do passado. A sociedade moderna tenta criar obstáculos para que o risco se transforme em dano", afirmou, durante a comissão "Liberdade de Expressão Comercial".
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Brasileiro de Publicidade
Um dos exemplos que o especialista citou foram as gorduras trans. "A industrialização dos alimentos reduziu a fome no mundo e, para tornar os alimentos mais apetitosos, foi desenvolvida a gordudra trans, no anos 50. O problema é que só agora descobrimos que esse elemento é responsável direto pela hipertensão", afirmou.
Na opinião do ex-diretor-presidente da Anvisa, o acesso à informação tem aspectos positivos e negativos. "A tal epidemia de febre amarela que não existiu, mas foi criada por um bando de cretinos, teve um impacto catastrófico para o País".
Em vez de propor o aumento excessivo do controle do governo sobre a publicidade, Vecina Neto é fiel defensor da auto-regulamentação, desde que ela esteja sensível aos interesses da sociedade.
"Precisamos eliminar o ranço do Estado brasileiro que assume o controle de tudo, mas por outro lado temos que buscar um Estado que tenha compromisso sério com a preservação da saúde das pessoas. A solução é criar um marco legal forte e democrático", concluiu.
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