
Arnaldo Comin
Direto de Cannes (França)
Mais uma vez o Brasil teve participação simbólica no Titanium and Integrated Lions, sem obter nenhum trabalho incluído na shortlist da categoria. Criada em 2003, a categoria tem por objetivo celebrar as idéias que rompessem com os padrões estabelecidos da comunicação e criassem novos paradigmas para a indústria. No ano passado, foi incluída a categoria Integrated, para destacar trabalhos que tivessem utilização inovadora de diversas mídias, palco propício para expor as grandes campanhas globais.
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Embora grande, o Brasil ainda possui pouco fôlego para competir com as potências econômicas do setor, ficando em condição de desvantagem. Das 33 peças incluídas na shortlist, 14 são dos Estados Unidos, o que evidencia o peso das verbas milionárias na competição. A lista de finalistas inclui ainda três trabalhos da Inglaterra e dois do Canadá, Holanda, Espanha, Austrália e Bélgica.
Com uma entrada aparecem Nova Zelândia, França, Alemanha, Japão e Índia, com o case da JWT Mumbai para o jornal Times os India, que já arrematou o Grand Prix em Direct e é fortíssimo candidato a Leão também em Titanium. Porto Rico também surpreendeu com uma campanha da agência local Artega & Arteaga para teste de HIV da Bristol-Meyers Squibb.
Menor, mas em rápido ritmo de crescimento, o Titanium teve 432 inscrições de 39 países, 33% mais que no ano passado. O Brasil participou com 16 trabalhos, ficando na sexta colocação geral. A McCann Erickson sozinha contribuiu com cinco inscrições. O júri, presidido por Mark Tutssel, CCO da Leo Burnett, contou com a participação do brasileiro Sérgio Valente, presidente da DM9DDB.
Redação Terra
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