
Arnaldo Comin
Direto de Cannes (França)
Terminado o julgamento das principais categorias com potencial de prêmios para o Brasil, o País já totaliza 37 Leões, o que representa seu melhor desempenho no Festival desde 2005, quando obteve 43 estatuetas.
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Falta agora apenas o julgamento de Film e Titanium and Integrated Lions, nos quais a perspectiva de conquistas é reduzida. Nos últimos dois anos, o Brasil conseguiu dois Leões em cada edição de Film, enquanto em Titanium nenhum trabalho latino-americano foi premiado até o momento.
A expectativa dos publicitários presentes em Cannes é a de que o desempenho nacional em Film seja semelhante às edições recentes, chegando a, no máximo, três Leões. O shortlist da categoria conta com 15 comerciais do Brasil, sendo cinco de uma mesma campanha da Leo Burnett para o diário Lance.
Na opinião de Mario D¿Andrea, vice-presidente de criação da JWT, o resultado brasileiro mostra certa estabilidade, colocando o País novamente em uma posição de destaque no festival.
"Se pegarmos por outro ponto de vista, o resultado é extremamente animador, uma vez que aumentou bastante o número de países que estão ganhando Leões, além do crescimento natural de inscrições".
Flávio Casarotti, vice-presidente de criação da Fischer América, acha que o resultado é bom, sem dúvida, mas exige cuidado.
"O fato é que precisamos melhorar muito. Além dos países emergentes que estão fazendo sucesso, alguns concorrentes de peso do Brasil vêm melhorando muito de qualidade, caso da Alemanha, África do Sul e Austrália".
Redação Terra
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