
Arnaldo Comin
Direto de Cannes (França)
Tecnologia, estudos de casos e uma sensação no ar de que tudo vai bem. Essa é a impressão de Peter Minnium, diretor geral de operações de Lowe Worldwide, uma das maiores redes de agências do mundo, sobre o clima do Festival de Cannes deste ano.
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"Assim como em 2007, eu tenho a sensação de que as pessoas estão jogando a bola para todos os lados, evitando discutir diretamente sobre o próprio negócio", destacou o executivo ao Terra.
Há 11 anos na corporação, Minnium conhece como poucos os dilemas enfrentados pelas grandes redes globais na dinâmica atual do mercado publicitário. Ele encarou pessoalmente o desafio de reorganizar a operação da Lowe, há 30 meses, quando foi feita a fusão global com a rede Ammirati Puris Lintas. Ficou sob sua atribuição resolver conflitos locais e comprar participações, a exemplo da aquisição que culminou na BorghiErhLowe no Brasil.
"As 12 mil pessoas presentes aqui em Cannes estão confusas e incertas sobre o futuro, mas tentam passar a impressão que está tudo bem", pondera.
E a exemplo de outras edições, Minnium diverte-se com o alvoroço provocado pelo personagem da vez no festival. "Até pouco tempo atrás, só se falava no Martin Sorrel (controlador do grupo de comunicação WPP). Agora todo quer saber do Bob Greenberg", diz, em referência ao CEO da R/GA, "guru" das mídias digitais que superlotou a sala de seminários ontem em sua apresentação de cases da Nike.
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