
Atualizada às 11h44 Arnaldo Comin
Direto de Cannes (França)
A publicidade digital brasileira reduziu sua participação na edição deste ano no Cyber Lions. O País garantiu sete Leões na categoria, com duas pratas e cinco bronzes, contra três pratas e seis bronzes em 2007, totalizando nove estatuetas. Em 2000 e 2005, o País chegou a liderar a competição e amealhar o título de Agência do Ano para AgênciaClick e DM9DDB, respectivamente.
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Ao contrário de outras edições, também não houve uma agência nacional predominante na disputa - nenhuma vencedora arrematou mais que um Leão. Foram concedidos três Grand Prix (GP), para a Projector do Japão, com o anúnco Uniqlo; Mediafront da Noruega, com Scandinavia Onlinem; e 42 Entretainmente dos Eura, com a Trent Reznor/NIN.
A perda gradual de relevância do Brasil - esta foi a pior performance do País no Cyber, que caiu da quarta para a sexta posição - é motivada pelo modelo de comunicação digital, ainda muito baseado em banners e sites. Os Leões concedidos ao Brasil foram todos nessas modalidades, no momento em que o Cyber Lions vem observando outras platarformas, como redes sociais e marketing móvel.
A aplicação de novas tecnologias vem ajudando a destacar países com baixo histórico criativo em outras categorias em Cannes, caso do Japão, o segundo colocado global, com um GP, três ouros, duas prata e cinco bronzes. Os Estados Unidos lideraram mais uma vez, com um GP, três ouros, duas pratas e cinco bronzes.
O caratér aparentemente mais técnico, contudo, não foi o elemento em julgamento na competição, assegura Collen DeCourcy, da TBWA de Nova York e presidente de júri. "O que vimos na verdade foi uma utilização mais humanda da tecnolgia. As peças premiadas refletiram essa preocupação com a interação entre as pessoas", destacou.
"O grande recado deixado pelo júri deste ano foi a importância do marketing viral e das redes sociais como elementos de transformação do conceito de publicidade digital", destacou Paulo Sanna, diretor executivo de criação da McCann Erickson, participante do júri, ressaltando que, embora o Brasil tenha concentrado novamente sua atuação em banners e sites, o País novamente mostrou excelência criativa.
Outro jurado brasileiro, Sérgio Mugnaini, diretor de criação digital da AlmapBBDO, afirma que essa discussão é antiga, mas não é algo que pode ser mudado de uma hora para outra. "A nossa publicidade é calcada em banners e sites, mas precisamos olhar a realidade do País e ver que esse é o modelo majoritariamente aplicado. O mercado de internet precisa evoluir para que a publicidade acompanhe o mesmo movimento", opina.
Confira os vencedores brasileiros:
Gringo Advertising - para a Gringo (prata);
JWT - para a Editora Globo (prata);
AlmapBBDO - para a Greenpeace (bronze);
McCann-Erickson - para a GM (bronze);
Wunderman - para a AACD (bronze);
SINC - para a Reckitt Benckiser (bronze);
AgenciaClick - Rolling Stone Brasil (bronze)
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